quinta-feira, 24 de março de 2011

Bela noite



Billy estava ali parado a horas naquele barzinho onde costumava ir após o expediente de trabalho, era um bar onde tocava uns blues, tipo de musica que gostava muito, que curtia por demais por lhe remeter a uma época passada, tempo que parecia que havia vivido de certa forma. Tomava agora sua décima dose de whisky, estava quase que bêbado, ao que tudo indicava sua musa não iria passar hoje para que pudesse os dois se curtir por momentos antes de adentrarem um motel e passarem a noite toda como era de costume. Billy ficou por mais duas horas bebendo, olhou no relógio levantou quase que caindo da cadeira, pagou a conta e foi embora andando mesmo, pois morava ali perto. Chegou ao apartamento furreco que morava, abril a porta  e depois a trancou, foi para o seu quarto quando teve a surpresa de encontrar sua musa na cama pelada lhe aguardando, ela havia resolvido lhe fazer uma surpresa. Billy ficou alegre apesar de bêbado que estava, não importava, iria ter uma boa noite de sexo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Mulher Cibernética



Minha mulher agora é cibernética
Em suas veias sintéticas corre sangue artificial para lutarmos juntos no dia a dia, sem o cansaço e desanimo natural.

Minha mulher agora é cibernética, cabelo de nylon, cílios postiço, não precisa mais ir ao cabeleireiro ao banheiro nem se maquiar, trocou o batom por uma pintura labial perolizada que nunca risca e o sorriso faz conforme a ocasião.

Minha mulher agora é cibernética, coxas torneadas milimetricamente que nunca conhecerão uma varize, bumbum artificial que nunca terá uma estria. Ela jamais precisara freqüentar uma academia, pois já veio personalizada de fabrica e com isso não terá problemas.

Minha mulher agora é cibernética, tem  GPS e Chip na mente, fala pouco e não mente, não assiste novela nem vai a shopping center.

Agora eu durmo solitário, não tenho com quem fazer amor, minha mulher cibernética está desligada. Que saudade da de carne e osso.